O anúncio foi feito esta quarta-feira. "As medidas anunciadas pelo Governo no âmbito do Orçamento de Estado configuram uma acrescida preocupação para todos os portugueses e a sua implementação representará um grave retrocesso social e uma agressão sem precedentes aos trabalhadores, mormente aos trabalhadores do Grupo Caixa", lê-se no abaixo assinado distribuído a todos os funcionários do grupo, citado pelo Diário Económico.
Na origem deste descontentamento está a redução salarial que irá abranger todos os trabalhadores no activo, em situação de acordo de suspensão de trabalho e aposentados pelo fundo de pensões.
Também o congelamento de carreiras e promoções e "a anulação do direito do direito constitucional à negociação colectiva" motivaram esta decisão, tomada após a reunião de terça-feira com todas as comissões de trabalhadores do Grupo.
Investigadores da Polícia Judiciária decidem adesão à Greve Geral
Os investigadores da Polícia Judiciária (PJ) decidem esta quinta-feira uma eventual adesão à greve geral de dia 24, numa votação a realizar em assembleias regionais em Lisboa, Porto, Coimbra e Faro.
Carlos Garcia, presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária (ASFIC/PJ), referiu em declarações ao Público que "não houve qualquer avanço" nas negociações com o Ministério da Justiça relativamente ao caderno reivindicativo daqueles profissionais.
Além de decidirem a eventual adesão à greve geral marcada para dia 24 deste mês, os associados da ASFIC/PJ irão também debater a possibilidade de realizarem uma greve às horas extraordinárias, o que afectaria o normal funcionamento da actividade de investigação.
Os investigadores da PJ realizaram há cerca de duas semanas um jantar de reflexão e debate sobre a situação sócio-profissional da classe e o “impasse” nas negociações com o Ministério da Justiça. “Queremos ver a nossa carreira adequada a um verdadeiro corpo de polícia e queremos ver o estatuto revisto à luz da legislação aprovada em 2008 para a função pública”, referiu então Carlos Garcia, alegando que, a acrescentar a tudo isto, desde 2005 a PJ “tem sofrido uma asfixia orçamental e de meios humanos”.
Na altura, Carlos Garcia apontou também as medidas anunciadas pelo Governo em matéria de cortes salariais e a extinção de serviços sociais como questões que podem levar os associados a ponderarem uma adesão à greve geral de 24 de Novembro, com um pré-aviso de greve a apresentar pela própria ASFIC.