A proposta de pré-acordo, que a Comissão de Trabalhadores submeteu à decisão do conjunto dos trabalhadores e acabou chumbada, previa aumentos salariais de 6,8% este ano e de 2,6% nos dois anos seguintes (ou o valor da inflação do ano anterior acrescido de 0,6%, no caso de ser mais vantajoso). Estes aumentos incluíam a garantia, na faixa de operadores, de um valor mínimo de €100 em 2024 e de €50 nos dois anos subsequentes.
Além de medidas sobre o tempo de trabalho, no valor pago pelo trabalho extraordinário e no ritmo da progressão de algumas carreiras, estava ainda prevista uma majoração de 150% do prémio de objetivos de 2024 e um prémio de lançamento do novo modelo no valor de 50% do salário médio para operadores ou salário individual dos especialistas, a pagar em outubro de 2025.
O referendo contou com uma participação de perto de 4 mil trabalhadores e trabalhadoras, 80,4% do total. A rejeição do acordo resultou de 2.268 votos contra face a 1.645 votos a favor.
No contexto da divulgação dos resultados do referendo, a Comissão de Trabalhadores, além de agradecer a participação, comunicou que "vai exigir à empresa o regresso à mesa das negociações".