A Standard & Poor’s (S&P) justifica a sua decisão de baixar a notação dos dez bancos espanhóis com o argumento de que “os perfis de risco deles enfraqueceram”, sendo que estes “acumularam elevados níveis de activos problemáticos e esgotaram a maior parte das almofadas financeiras que tinham acumulado”.
O rating da dívida de longo prazo do Banco Santander e do BBVA desceu de “AA” para “AA-” com perspectiva negativa, enquanto o das Confederación Espanola de Cajas de Ahorros e do Caja de Ahorros y Monte Piedad de Zaragoza, Aragon y Rioja (IberCaja) passou de “A” para “A-”.
A S&P baixou também a nota de risco económico do sistema bancário espanhol de nível 4 para o 3, colocando-o na mesma categoria que países como República Tcheca, Israel, Coreia do Sul, México e Eslováquia.
Em comunicado, a instituição sublinha que 2012 não será “um ano de recuperação para os bancos espanhóis” e que espera “que a correcção dos desequilíbrios em Espanha continue a afectar o perfil financeiro dos bancos adversamente nos próximos 15-18 meses, potencialmente continuando até o início de 2013".