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Sri Lanka proíbe burqa e fecha mais de mil escolas islâmicas

As medidas anunciadas este sábado pelo ministro da Segurança Pública, Sarath Weerasekera, são justificadas com motivos de “segurança nacional”. Comunidade muçulmana do Sri Lanka representa 9% da população, de maioria budista.
Foto de Jamin Gray, Flickr.

“A burqa tem um impacto directo na nossa segurança nacional. Antigamente as mulheres e raparigas muçulmanas nunca usavam a burqa. É um sinal de extremismo religioso que surgiu recentemente. Vamos bani-lo definitivamente”, afirmou Weerasekera, citado pela Deutsche Welle. Não é claro se a proibição se estenderá também ao niqab.

Weerasekera avançou ainda que o Governo irá encerrar mais de mil escolas islâmicas (madrassas) por alegadamente estarem a desrespeitar as políticas nacionais de educação.

“Ninguém pode abrir uma escola e ensinar o que quiser às crianças”, frisou.

Também no sábado, o presidente Gotabaya Rajapksa anunciou que o governo passará a ter novos poderes para a "desradicalização" de supostos extremistas.

De acordo com as novas medidas, as autoridades poderão deter qualquer pessoa suspeita de "atos de violência ou desarmonia religiosa, racial ou comunitária ou sentimentos de má vontade ou hostilidade entre diferentes comunidades". A detenção pode prolongar-se até dois anos.

Há um ano, o executivo do Sri Lanka viu-se obrigado, perante a pressão internacional, a recuar na sua decisão de cremar todas as vítimas mortais por covid-19, um ritual que é contrário ao islão.

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