Num artigo de opinião publicado no Financial Times, George Soros advoga que, para “travar uma segunda Grande Depressão”, são necessárias “três medidas corajosas”. “Em primeiro lugar, os governos da zona euro devem delinear os princípios de um novo tratado que crie um tesouro comum para esta zona”, avança Soros. Entretanto, defende, “os principais bancos devem ser colocados sobre a direcção do Banco Central Europeu (BCE)”, sendo que esta instituição deverá instruir os bancos no sentido de manterem as linhas de crédito, enquanto monitoriza de perto os riscos assumidos.
Em terceiro lugar, George Soros propõe que o BCE deve “permitir que países como a Itália e Espanha se refinanciem, dentro de determinados limites, a custos muito baixos”.
Tendo em conta que a implementação de um novo tratado que crie um tesouro comum para a zona euro levará algum tempo até estar concluída, o investigador considera que é necessária uma nova agência intergovernamental que garanta a cooperação entre o Fundo Europeu de Estabilidade Financeiro (FEEF) e o BCE.
A tarefa imediata a cumprir, segundo defende Soros, é criar mecanismos de protecção face a um possível “incumprimento grego”. Para tal, o FEEF “deve ser usado para garantir e recapitalizar os bancos”, ainda que só sejam alvo de intervenção os bancos que aceitem ficar sob a direcção do BCE, operando mediante os ditames impostos por esta instituição.