Sonda impulsionada por uma vela solar será testada dia 17

01 de junho 2015 - 23:47

Aproveitamento da força do vento solar é uma ideia do cientista e divulgador Carl Sagan exposta em 1976. Teste é civil e da responsabilidade da Sociedade Planetária. Futuras naves com grandes velas solares poderão atingir velocidades de 20.000 metros por segundo.

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Quando a vela for enfunada, a uma altura de cerca de 700 quilómetros da Terra, o Lightsail-1 ocupará uma área de 32 metros quadrados
Quando a vela for enfunada, a uma altura de cerca de 700 quilómetros da Terra, o Lightsail-1 ocupará uma área de 32 metros quadrados

Se tudo correr bem, no dia 17 de junho será enfunada a Vela Solar que foi posta em órbita no passado dia 20 de maio, com o objetivo de testar a propulsão no espaço que é fornecida pelo vento solar.

O Lightsail-1 é uma sonda espacial do tamanho de três pequenos satélites eletrónicos em forma de cubo, que estão empilhados juntos, com o volume de uma pequena caixa de sapatos e que, além da Vela, inclui também os módulos eletrónicos e de controlo e vários painéis solares.

O controlo da missão é da Sociedade Planetária, tratando-se por isso de um teste científico civil. O lançamento, porém, foi custeado pela NASA. A Sociedade Planetária é uma organização não-governamental fundada em 1980, nos Estados Unidos, por Carl Sagan, Bruce C. Murray e Louis Friedman, que se dedica a defender projetos de investigação relacionados à astronomia. O seu presidente atual é o engenheiro e divulgador científico Bill Nye.

Mais rápida que a propulsão de foguetes convencionais

O Lightsail-1 ocupará uma área de 32 metros quadrados e será um brilhante objeto que poderá ser visto no céu a olho nu ou com um pequeno telescópio antes da alvorada e depois do pôr do Sol.

A ideia de aproveitar o vento solar como forma de propulsão no espaço foi lançada pela primeira vez em 1976 por Sagan: "Existe um projeto tremendamente empolgante chamado Navegação Solar. Ele viaja por meio da radiação e das partículas emitidas pelo Sol, o 'vento' do Sol. Como elas têm aceleração constante, podem levá-lo para o meio do sistema solar muito mais rapidamente do que a propulsão de foguetes convencionais”, disse o autor da famosa série “Cosmos” numa entrevista naquele ano.

No dia 17 de junho, quando a vela for enfunada, a uma altura de cerca de 700 quilómetros da Terra, o Lightsail-1 ocupará uma área de 32 metros quadrados e será um brilhante objeto que poderá ser visto no céu a olho nu ou com um pequeno telescópio antes da alvorada e depois do pôr do Sol.

Esta primeira LightSail não chegará a navegar como faria se estivesse numa órbita mais alta, e vai cair poucos dias depois. Até lá, espera-se que demonstre que funcionam bem os sistemas de abertura da vela e o controlo, preparando um teste mais avançado previsto para o ano de 2016.

No futuro, naves impulsionadas por velas solares poderão atingir velocidades muito altas. Estima-se que uma grande vela solar possa chegar a uma fração significativa da velocidade da luz.

Alguns projetos propostos poderiam ser construídos com a tecnologia atual para atingir algo em torno de 20.000 metros por segundo durante uma transferência para um dos planetas exteriores.  

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