Ciência

Sindicatos e associações de investigadores promovem Encontro paralelo ao Encontro Ciência 2025

07 de julho 2025 - 23:02

Esta quarta-feira, o Encontro Dec(i)ência terá lugar à porta do Encontro Ciência 2025, promovido pelo Governo. Organizações vão apresentar as exigências para o setor científico.

PARTILHAR
cartaz encontro

O Encontro Ciência 2025, iniciativa anual que o Governo organiza em torno da Ciência e a Tecnologia desde 2016, vai acontecer este ano nos próximos dias 9, 10 e 11 de julho, na Faculdade da Nova SBE, em Carcavelos.

Ao mesmo tempo, várias organizações representativas do setor como a FENPROF, a ABIC, o SNESUP ou a Universidade Comum estão a organizar um Encontro Ciência paralelo, o Encontro Dec(i)ência que acontecerá à porta dessa iniciativa no dia 9 de julho, a partir das 9:30. Neste encontro decorrerá uma tribuna pública onde serão apresentados testemunhos pessoais e intervenções de cada organização sobre as exigências para a ciência. As reivindicações comuns às várias organizações reúnem-se no “Manifesto em Defesa da Ciência Pública", que pode ser lido aqui.

O manifesto exige o fim da lógica de precariedade estrutural que grassa na ciência atualmente, apresentando para isso várias propostas como a regularização imediata dos vínculos precários de todos os trabalhadores com funções permanentes e a revogação do Estatuto de Bolseiro de Investigação, substituindo todas as bolsas de investigação por contratos de trabalho com direitos.

Sobre o financiamento da ciência, o texto comum divulgado pelas organizações exige um compromisso claro com o “financiamento público, estável e previsível”, cumprindo, por exemplo, com a meta de investimento público em Investigação e Desenvolvimento de 3% do PIB até 2030. Outra área de preocupação é a democratização do ensino superior e da ciência.

Para alterar a atual estrutura marcada pela “centralização do poder, ausência de transparência e erosão da democracia interna”, os organizadores do encontro defendem a revogação dos mecanismos de gestão antidemocráticos introduzidos pelo Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior e a opção por modelos colegiais, participados e transparentes.