Em comunicado, o CESP, Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal acusa os patrões das empresas de ótica de pretenderem avançar com um conjunto de medidas que retirariam direitos aos trabalhadores.
De acordo com o sindicato, as empresas pretenderão reduzir os atuais 25 dias de férias para 22 dias, introduzir a obrigatoriedade de prestação de trabalho suplementar e reduzir o seu pagamento, novas cláusulas para regulamentar o trabalho por turnos, “retirando direitos aos trabalhadores (apenas um dia de descanso por cada sete dias trabalhados)”, alterar a cláusula do descanso semanal, “para o trabalhador passar a ter direito a apenas um dia de descanso semanal” e reduzir as indemnizações em caso de despedimento.
A estas propostas contrapõe o CESP propostas como o aumento salarial e do subsídio de refeição, das diuturnidades ou prémios, o aumento dos dias de férias (de 25 para 28), o complemento do subsídio de doença, o aumento compensação por caducidade do contrato de trabalho, o pagamento de subsídio de doença ou de acidente de 60 dias e outras respeitantes ao pagamento do trabalho suplementar e da caducidade de contrato.
Os trabalhadores salientam ainda que rejeitam “por completo” as tentativas de introduzir mobilidade geográfica porque “os trabalhadores não podem ser forçados a deslocar-se diariamente quilómetros e quilómetros para ir trabalhar em lojas sempre diferentes”.
Para além disso, rejeitam igualmente “em absoluto” a introdução do banco de horas no contrato coletivo de trabalho, vincando que, com este, “o trabalhador deixa de mandar no seu tempo”, “sabe a que horas entra, mas não sabe a que horas sai”, “apenas poderá recusar o Banco de Horas com um motivo atendível devidamente justificado” e “a chefia é decide quando o trabalhador pode ou não “gozar” as horas que trabalhou a mais”.