Os trabalhadores da Silopor decidiram em plenário fazer uma greve de 24 horas no próximo dia 31 de janeiro. Num comunicado do CESP, dá-se conta das reivindicações centrais do protesto que pretende a integração dos precários nos quadros da empresa, a valorização dos salários e a revisão do Acordo do Empresa, “com foco numa maior e mais célere progressão nas carreiras profissionais”.
Recorda-se que há mais de 20 trabalhadores de empresas de trabalho temporário que prestam serviço na Silopor, alguns “diariamente” desde 2019.
Sobre salários, critica-se o despacho do Ministério das Finanças que prevê que a massa salarial, “onde se incluem as promoções e o pagamento extra do trabalho suplementar, só possa aumentar até 5%”, uma “limitação inaceitável” que faz com que sejam “os próprios trabalhadores a “pagar” as promoções dos colegas, com o aumento que não poderão ter”.
Propõe-se que os trabalhadores tenham “uma maior e mais célere progressão na carreira, até como forma de compensar os trabalhadores pelo congelamento de carreiras ocorrido no período da troika”. A empresa tem tido “sucessivamente” resultados “muito positivos” e prevê-se que 2023 “tenha sido o melhor ano de sempre”. Isso não tem tido reflexo nas remunerações e “os trabalhadores da Silopor acumularam perda de poder de compra e desvalorização profissional” pelo que urge, dizem, alterar o Acordo de Empresa.
Ao Expresso, os dirigentes sindicais referem a situação dos silos do Beato, em Lisboa, onde todos os trabalhadores que fazem descarga de navios estão em regime temporário, considerando “estranho” que a Autoridade para as Condições do Trabalho não atue sobre esta situação e “continue a deixar passar esta situação como se fosse normal”.