Silopor em greve no dia 31 de janeiro

24 de janeiro 2024 - 10:11

Exige-se a integração dos trabalhadores de empresas de trabalho temporário, alguns a trabalhar diariamente na empresa há cinco anos. Apesar dos resultados muito positivos da Silopor, os trabalhadores "acumularam perda de poder de compra e desvalorização profissional”, diz o sindicato.

PARTILHAR
Silopor. Foto da CGTP.
Silopor. Foto da CGTP.

Os trabalhadores da Silopor decidiram em plenário fazer uma greve de 24 horas no próximo dia 31 de janeiro. Num comunicado do CESP, dá-se conta das reivindicações centrais do protesto que pretende a integração dos precários nos quadros da empresa, a valorização dos salários e a revisão do Acordo do Empresa, “com foco numa maior e mais célere progressão nas carreiras profissionais”.

Recorda-se que há mais de 20 trabalhadores de empresas de trabalho temporário que prestam serviço na Silopor, alguns “diariamente” desde 2019.

Sobre salários, critica-se o despacho do Ministério das Finanças que prevê que a massa salarial, “onde se incluem as promoções e o pagamento extra do trabalho suplementar, só possa aumentar até 5%”, uma “limitação inaceitável” que faz com que sejam “os próprios trabalhadores a “pagar” as promoções dos colegas, com o aumento que não poderão ter”.

Propõe-se que os trabalhadores tenham “uma maior e mais célere progressão na carreira, até como forma de compensar os trabalhadores pelo congelamento de carreiras ocorrido no período da troika”. A empresa tem tido “sucessivamente” resultados “muito positivos” e prevê-se que 2023 “tenha sido o melhor ano de sempre”. Isso não tem tido reflexo nas remunerações e “os trabalhadores da Silopor acumularam perda de poder de compra e desvalorização profissional” pelo que urge, dizem, alterar o Acordo de Empresa.

Ao Expresso, os dirigentes sindicais referem a situação dos silos do Beato, em Lisboa, onde todos os trabalhadores que fazem descarga de navios estão em regime temporário, considerando “estranho” que a Autoridade para as Condições do Trabalho não atue sobre esta situação e “continue a deixar passar esta situação como se fosse normal”.