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Trabalhadores dos silos de Leixões estão em greve

Estiveram doze anos sem aumentos e o ano passado tiveram um aumento residual. Este ano a empresa do grupo Champalimaud “declarou não querer sequer discutir aumentos de salários e muito menos a aplicação de contratação coletiva” informa o SINTAB.
Silos de Leixões. Foto do SINTAB.
Silos de Leixões. Foto do SINTAB.

Os trabalhadores dos silos de Leixões estão em greve esta sexta-feira e na próxima segunda-feira. No dia seguinte, às 8 horas da manhã, farão um plenário para analisar o balanço da greve e decidir novas formas de luta.

A Silos de Leixões é uma empresa subsidiária do Grupo Champalimaud. Detém o contrato de concessão da operação de cargas, descargas e armazenamento de cereais no Porto de Leixões. Segundo denuncia o Sindicato dos Trabalhadores da agricultura e das indústrias de alimentação, bebidas e tabacos de Portugal (SINTAB), em 2012, o acordo de empresa da Silopor, “a cuja aplicação esteve obrigada por apenas cinco anos após o início da concessão”, foi posto de lado e os trabalhadores ficaram “sem a maioria dos direitos que tinham até aí e sem atualizações salariais”.

Desta forma, “os trabalhadores estiveram 12 anos sem aumentos salariais nem direito a contratação coletiva”. O ano passado, “à margem das negociações”, a empresa fez aumentos salariais residuais, “bem longe da reivindicação de 200€ que os Trabalhadores apresentaram, isto ainda antes da atual crise económica, cujo aumento excecional do custo de vida prejudica ainda mais o seu poder de compra e as suas vidas”.

O sindicato diz que, este ano, “a empresa declarou não querer sequer discutir aumentos de salários e muito menos a aplicação de contratação coletiva e por isso os trabalhadores avançaram para a greve “não sem que a administração da empresa os tenha, nos últimos dias, tentado intimidar e aliciar, assim como tentou impedir a realização da greve, considerando-a ilegal sob argumentação descabida e sem fundamento”.

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