À chegada à cimeira do Conselho Europeu, Alexis Tsipras disse estar confiante que as propostas entregues pela Grécia são “uma boa base para o entendimento” irão ajudar a “um compromisso que ajude a zona euro e a Grécia a ultrapassar a crise”.
“A história da Europa está cheia de desacordos, negociações e depois compromissos”, lembrou Tsipras. Quase ao mesmo tempo, a reunião do Eurogrupo chegou ao fim, após um debate inconclusivo das duas propostas em cima da mesa, apresentadas pelos credores e pela Grécia. Varoufakis afirmou que as propostas continuarão em debate nos próximos dias e que alguns ministros presentes não estavam de acordo com o documento apresentado pelo FMI, BCE e Comissão.
Na imprensa internacional são apontados vários motivos para as atuais divergências. O espanhol El País diz que é a exigência grega em restruturar a dívida que está a bloquear o acordo, com os credores a não quererem comprometer-se por escrito com promessas nesse sentido. Mas a maior parte dos jornalistas a cobrir a reuunião do Eurogrupo estão de acordo quanto aos dois principais pontos que separam as duas partes: os cortes nas pensões e o aumento do IVA.
As negociações irão decorrer nos próximos dias e têm como prazo limite o dia 30. Nessa altura acaba o prazo do atual acordo da Grécia com os credores e o das tranches de junho que o FMI repetiu esta quinta-feira querer cobrar nesse dia. Numa reunião que antecedeu a cimeira europeia, Angela Merkel disse aos governantes do Partido Popular Europeu que um acordo terá de ser fechado até à abertura dos mercados na segunda-feira.