“Santarém está a perder o comboio do desenvolvimento”

31 de maio 2021 - 10:55

Fabíola Cardoso é a candidata do Bloco à Câmara Municipal de Santarém. Na apresentação da candidatura, acusou o atual presidente da Câmara de entender “a gestão do município como uma agência de concessões a privados” e defendeu que “Santarém precisa de um rumo para o futuro”.

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Fabíola Cardoso – Foto de Rita Sarrico
Fabíola Cardoso – Foto de Rita Sarrico

Neste domingo, 30 de maio, foi apresentada a candidatura do Bloco de Esquerda no concelho de Santarém, com a presença e intervenção de Catarina Martins.

A candidatura concelhia tem Fabíola Cardoso como primeira candidata à Câmara Municipal, Filipa Filipe à Assembleia Municipal e Teresa Nascimento à União de Freguesias da Cidade de Santarém.

Santarém precisa de um rumo para o futuro”

Na sua intervenção, Fabíola Cardoso alertou que “o concelho tem perdido população a uma taxa que é quase o triplo da nacional” e salientou que o atual executivo camarário, de maioria PSD, “não tem conseguido travar o atraso, nem valorizar recursos, pessoas, nem responder aos problemas que se agravam”. “O Bloco de Esquerda tem vindo a ser a oposição a esta Câmara PSD”, afirmou.

A candidata bloquista acusou o atual presidente da Câmara, de entender “a gestão do município como uma agência de concessões a privados”, sublinhando que assim foi com a cultura, os serviços de higiene urbanos, o festival de Gastronomia, o crematório. “E, só não foi assim no Mercado Municipal, porque o trabalho do Bloco e uma aliança cidadã permitiu derrotar a intenção de mais uma PPP”, frisou, afirmando: “Somos essa esquerda que luta, frontal, corajosa, aberta, uma esquerda capaz de fazer pontes. Uma esquerda que ouve e age”.

Defendendo que “Santarém precisa de um rumo para o futuro”, Fabíola Cardoso defendeu como bandeiras importantes: combater o conservadorismo (“uma terra para todas e todos, jovens e menos jovens, para mulheres e homens, para quem tem necessidades especiais, para a comunidade LGBT+, para nascidos cá e para quem nos honra com o seu trabalho”). “Santarém precisa de incluir as comunidades migrantes, do Brasil ou do continente indiano”, destacou.

A candidata bloquista à Câmara de Santarém defendeu também, como prioridade, “defender o ambiente”, valorizando a bacia hidrográfica do Tejo, combatendo as indústrias poluentes. E sublinhou a necessidade de “melhorar a mobilidade”, favorecer meios de mobilidade ecológica, mas também uma rede de transportes coletivos. “A ferrovia é essencial”, salientou.

Entre outros pontos, a candidata defendeu ainda que os “serviços municipais têm de deixar de ser concessionados a privados” e que “os direitos dos seus trabalhadores têm de ser garantidos”. Fabíola Cardoso afirmou ainda que o Bloco não financiará as touradas, nem concordará com esse financiamento pela autarquia.