Síria: uma das maiores manifestações contra o regime

02 de julho 2011 - 15:16

Esta sexta-feira, a Síria voltou a ser palco de acesos protestos que levaram à morte de, pelo menos, 28 pessoas. O governador da cidade de Hama, onde as concentrações juntaram maior número de pessoas, foi demitido.

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Imagem do presidente sírio, Bashar al-Assad.

Segundo a Organização Nacional dos Direitos Humanos, "os manifestantes desfilaram em pelo menos 268 locais da  Síria, contra 202 na semana passada". Em Hama saíram à rua cerca de 400.000 pessoas.

Em sequência dos protestos, e conforme anunciou esta mesma ONG, foram mortos 28 civis. Em Idleb, no noroeste da Síria, alvo de uma ofensiva do exército há vários dias, morreram 16, registaram-se também oito mortos em Homs (centro), dois em Damasco, um em Lattakia e um outro em Alepo, capital económica e segunda cidade da Síria.  

 Ahmad Khaled Abdel-Aziz, o governador de Hama, onde as manifestações terão tido maior adesão, foi demitido por decreto do presidente sírio este sábado.

Hama foi palco, em 1982, de uma dura repressão. Sob o governo de Hafez al-Assad, o pai de Bashar, o exército invadiu a cidade para esmagar uma revolta promovida pela Irmandade Muçulmana, matando cerca de 20.000 pessoas.



Segundo noticia a Al Jazeera, os protestos têm vindo a ser organizados pelos movimentos de cidadãos, partidos de oposição e figuras emblemáticas, sendo que, “nos últimos três meses, tem havido uma liderança jovem emergente dos protestos”.