Segundo a Organização Nacional dos Direitos Humanos, "os manifestantes desfilaram em pelo menos 268 locais da Síria, contra 202 na semana passada". Em Hama saíram à rua cerca de 400.000 pessoas.
Em sequência dos protestos, e conforme anunciou esta mesma ONG, foram mortos 28 civis. Em Idleb, no noroeste da Síria, alvo de uma ofensiva do exército há vários dias, morreram 16, registaram-se também oito mortos em Homs (centro), dois em Damasco, um em Lattakia e um outro em Alepo, capital económica e segunda cidade da Síria.
Ahmad Khaled Abdel-Aziz, o governador de Hama, onde as manifestações terão tido maior adesão, foi demitido por decreto do presidente sírio este sábado.
Hama foi palco, em 1982, de uma dura repressão. Sob o governo de Hafez al-Assad, o pai de Bashar, o exército invadiu a cidade para esmagar uma revolta promovida pela Irmandade Muçulmana, matando cerca de 20.000 pessoas.
Segundo noticia a Al Jazeera, os protestos têm vindo a ser organizados pelos movimentos de cidadãos, partidos de oposição e figuras emblemáticas, sendo que, “nos últimos três meses, tem havido uma liderança jovem emergente dos protestos”.