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Os protestos contra o regime do presidente Bashar al-Assad, da Síria, ampliaram-se nesta sexta-feira, abrangendo a capital, Damasco, e suscitando uma repressão sangrenta que causou mais de 20 mortos entre os manifestantes. Já neste sábado, centenas de pessoas incendiaram a sede local do partido Baas, do governo, e uma esquadra de polícia na localidade de Tafas, perto de Deraa.
Segundo a organização Amnistia Internacional, pelo menos 55 pessoas morreram durante toda a semana, que assistiu à intensificação dos protestos.
Em Deraa, cidade do sul do país que tem sido o foco dos protestos, cerca de 20 pessoas morreram sexta-feira quando as forças de segurança dispararam contra uma multidão que protestava pacificamente. O protesto misturou-se com os funerais de manifestantes mortos pela repressão na quarta-feira, quando pelo menos 25 pessoas terão sido mortas. Nessa ocasião, as forças de segurança ameaçaram invadir uma mesquita, alegando que ela estava a ser usada por gangs para guardar armas. Centenas de pessoas reuniram-se então no local para impedir a invasão. Os choques com forças de segurança aumentaram com o cair da tarde, após a chegada de mais pessoas de vilas próximas, que foram a Deraa participar dos protestos.
Protestos ganham dimensão nacional
Também houve violência na capital, Damasco, depois de um grupo de manifestantes ter tentado pegar fogo a uma estátua do ex-presidente Hafez Assad. As forças de segurança dispararam e mataram pelo menos três pessoas.
Houve também protestos em cidades como Hama, Tall, Latakia e Homs, e há relatos de mortes na maioria delas.
A Síria vive sob estado de emergência desde 1963 e a dissidência política não é permitida.