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Ryanair: tripulantes de cabine iniciam nova greve em Espanha

Tripulantes de cabine da Ryanair em Espanha começam nova greve, nesta segunda-feira, havendo paralisações marcadas até janeiro de 2023. Esta é a terceira greve do verão, convocada devido à recusa da empresa em retomar negociações do novo acordo coletivo.
Avião da Ryanair, aeroporto de Lanzarote, Ilhas Canárias, Espanha – foto de  Andy Mitchell/flickr
Avião da Ryanair, aeroporto de Lanzarote, Ilhas Canárias, Espanha – foto de Andy Mitchell/flickr

A greve de cabine da Ryanair em Espanha, que tem início nesta segunda-feira, 8 de janeiro, foi convocada pelos sindicatos USO e SITCPLA. A greve vai prolongar-se até 7 de janeiro, havendo todas as semanas uma paralisação de 24 horas, entre segunda e quinta-feira. A paralisação abrange cerca de 1.600 trabalhadores das empresas Ryanair, Crewlink e Workforce.

Segundo os sindicatos, as greves na Ryanair nos meses de junho e julho provocaram o cancelamento de 319 voos e geraram atrasos em 3.700 ligações. As organizações dos trabalhadores denunciam também o despedimento de 11 tripulantes de cabines, em junho e julho, "por exercerem o seu direito à greve".

Os sindicalistas criticam também o ministério do Trabalho de Espanha, por que "não deu sinais de vida" nas semanas da última greve e não se quis assumir como mediador no conflito. Numa declaração enviada à comunicação social, o sindicato USO denuncia que a Ryanair usou trabalhadores de bases de fora de Espanha, para furar a greve, violando a lei de Espanha.

As greves têm como objetivo "obrigar a Ryanair a cumprir a lei espanhola", apontando os sindicatos que estão em causa direitos laborais associados a atualizações salariais, férias, folgas e períodos de descanso.

Os sindicatos denunciam também que na Ryanair há salários abaixo do salário mínimo espanhol e referem essa situação foi confirmada pela inspeção de trabalho de Espanha, nas bases da empresa.

As práticas da Ryanair denunciadas pelos sindicalistas espanhóis são recorrentes na prática da companhia aérea irlandesa. Em 2018, a Ryanair ameaçou despedir quem não substituísse trabalhadores em greve, em Portugal.

Em 2019, Catarina Martins afirmou que “Ryanair não pode ter um estatuto de impunidade”, denunciando o desrespeito da companhia irlandesa pela lei portuguesa.

Em janeiro deste ano, o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil - SNPVAC acusou o CEO da Ryanair, Michael O´Leary, de “desrespeitar todos os tripulantes de aviação” ao afirmar que que “um uniforme de 96 libras seria um desperdício para alguém cujo trabalho é servir Pringles durante o voo”.

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