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Ryanair está a violar “grosseiramente” o código do trabalho

A transportadora iniciou um despedimento coletivo na base do Porto. Simultaneamente, promove cursos de formação para novos tripulantes, o que vai contra o código do trabalho, acusa o sindicato.  
Apesar dos apelos do sindicato para chegarem a um entendimento, a companhia aérea irlandesa “optou por outro caminho”.
Apesar dos apelos do sindicato para chegarem a um entendimento, a companhia aérea irlandesa “optou por outro caminho”. Foto via Flickr/clog.

A denúncia partiu do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) esta sexta-feira. A Ryanair estará a violar o Código do Trabalho ao iniciar um despedimento coletivo na base do Porto enquanto promove cursos de formação para novos tripulantes, noticia a Agência Lusa.

“Enquanto a Ryanair inicia um processo de Despedimento Coletivo, o SNPVAC tem conhecimento que a companhia está a realizar em simultâneo cursos para novos tripulantes, violando grosseiramente o Código de Trabalho”, alerta o sindicato em comunicado.

Para a estrutura representativa, existe “uma autêntica perseguição da Ryanair aos seus tripulantes de cabine, fazendo tábua rasa dos seus direitos laborais”. 

A 1 de dezembro, a Ryanair retomou o processo de despedimento coletivo de tripulantes de cabine na base do Porto, que abrange 23 profissionais, “dando assim cumprimento às suas ameaças”.

Apesar dos apelos do sindicato para chegarem a um entendimento, a companhia aérea irlandesa “optou por outro caminho”, reiniciando o processo de despedimento coletivo. A Lusa contactou a empresa que não deu qualquer comentário.

O sindicato acusa a empresa de “falta de transparência” e “repudia esta tomada de posição”, uma vez que poderia ter optado por outras medidas para redução de custos, sobretudo considerando as revisões em alta das previsões de retoma do setor da aviação, na sequência do início dos processos de vacinação para a covid-19, a terem início ainda este ano.  

“Mesmo as previsões mais conservadoras apontam para uma retoma a partir de 2021, com necessidades adicionais de pessoal a partir de 2022. Não faz sentido ajustar a estrutura a uma situação transitória para depois aumentar nos anos seguintes, com custos adicionais de recrutamento e formação”, defendeu o SNPVAC.

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