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Rui Pinto aguardará julgamento em liberdade

O responsável pelas denúncias do Football Leaks e do Luanda Leaks irá sair da casa da Polícia Judiciária onde estava em prisão domiciliária e passará a ter acesso à internet. A colaboração com a Justiça foi determinante para esta decisão.
Vigília em solidariedade com Rui Pinto
Vigília em solidariedade com Rui Pinto, em Lisboa, a 20 de janeiro de 2020. Foto de Mário Cruz, Lusa.

Rui Pinto foi colocado em prisão preventiva a 22 de março de 2019, acusado pelo Ministério Público de 147 crimes. Entretanto, o Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa deixou cair parte das acusações, a 17 de janeiro deste ano, decidiu levar Rui Pinto a julgamento por 90 crimes de acesso ilegítimo, acesso indevido, violação de correspondência, sabotagem informática e tentativa de extorsão.


Ler também: Carta aberta pelo fim da prisão preventiva de Rui Pinto


A 8 de abril, o responsável pelas denúncias do Football Leaks e do Luanda Leaks saiu da prisão e foi colocado em prisão domiciliária com proibição de acesso à internet e vigilância a cargo da Polícia Judiciária.

Esta sexta-feira, a juiz-presidente do coletivo, Margarida Alves, determinou, a pedido dos seus advogados, a libertação de Rui Pinto, que ficará sob Termo de Identidade e Residência. Para esta decisão terá pesado a sua colaboração com a Justiça, elogiada pelo diretor do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP).

"Cumpre-me confirmar a colaboração efetiva do arguido Rui Pinto. Efetivamente, e segundo a informação que recolhi acerca da evolução das diversas investigações em curso, nomeadamente do Exmo. sr. coordenador da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica, o mesmo arguido tem demonstrado disponibilidade total e espontânea para o apuramento da verdade”, assinalou Albano Pinto.

O diretor da Polícia Judiciária, Luís Neves, também informou o juiz que Rui Pinto estava a colaborar com a justiça.

Já os procuradores do Ministério Público opuseram-se à libertação de Rui Pinto, na medida em que consideram que existe perigo de fuga e de "continuação da atividade criminosa".

 

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