A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil lançou na noite de ontem uma operação para retirar mais de três mi pessoas das localidades situadas nas zonas ribeirinhas do rio Mondego. O pior cenário acabou por não ocorrer durante a madrugada, “mas há um risco de os diques do rio Mondego poderem colapsar e causar inundações", avisou o comandante Pedro Araújo. A situação em Coimbra levou ao adiamento do debate quinzenal com o primeiro-ministro, que desde esta manhã assume a pasta da Administração Interna após a demissão de Maria Lúcia Amaral.
Depressão Kristin
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Entre a meia noite e as seis da manhã desta quarta-feira a Proteção Civil registou 1576 ocorrências, 322 das quais na Área Metropolitana do Porto, 342 na Região de Coimbra e 196 na Região de Aveiro, informou Pedro Araújo. A maioria das ocorrências estão relacionadas com inundações, seguindo-se as quedas de árvores e deslizamento de terras.
A GNR de Aveiro informou que há 63 estradas interditadas ou condicionadas no distrito devido ao aumento do caudal dos rios. No distrito de Coimbra, a A14 está cortada nos dois sentidos entre Montemor-o-Velho e o nó da A17 no sentido Coimbra/Figueira da Foz. Na Figueira da Foz, a Estrada Nacional 347, que liga a freguesia de Santana ao concelho de Montemor-o-Velho, também foi cortada por causa do excesso de água.
O risco de deslizamento de terras nas arribas está a levar à evacuação da localidade de Porto Brandão, no concelho de Almada. A estrada de acesso está interditada a viaturas e a Estação Fluvial que serve a travessia do Tejo está encerrada, com o transporte de passageiros limitado a Trafaria/Belém.
Em Lisboa, sete pessoas foram retiradas preventivamente de três edifícios na freguesia da Graça por causa de um deslizamento de terras.