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Revista discriminatória da PSP a mulheres motiva queixa

Após um protesto decorrido em maio, em Lisboa, dezanove mulheres foram detidas e obrigadas a despir-se. Esta situação motivou agora uma queixa ao Ministério Público das pessoas detidas bem como da Climáximo e de sete movimentos feministas. 
Revista discriminatória da polícia a mulheres motiva queixa. Fotografia: PSP

No dia 22 de maio, o coletivo Climáximo organizou uma ação de desobediência civil pela justiça climática designada "Em Chamas". Este protesto, que teve lugar na Rotunda do Relógio, próximo do aeroporto de Lisboa, reivindicava justiça climática, menos aviões, uma transição justa para os trabalhadores do setor da aviação e mais ferrovia. 

Durante esta iniciativa, foram detidas 26 pessoas, das quais 19 mulheres, acusadas de “desobediência civil”. As pessoas detidas foram levadas para a esquadra da PSP dos Olivais por volta das 17 horas, sendo que a última só saiu cerca das duas horas da manhã do dia seguinte. 

"Éramos 19 mulheres e fomos obrigadas a despir-nos para sermos revistadas, algumas mesmo forçadas a nudez completa e a agachar-nos. Foi para nos intimidar e humilhar. Agora queremos que sejam apuradas responsabilidade e encontrados os culpados", referiu Inês Teles, da Climáximo, em declarações à comunicação social.  

 

Esta situação levou as 26 pessoas detidas a apresentar queixa. A elas juntaram-se a Climáximo bem como sete coletivos feministas, designadamente A Coletiva, Feministas Em Movimento, Feminismos sobre Rodas, Marcha Mundial das Mulheres, Mulheres p'lo Direito à Habitação, Por todas nós e a União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR). 

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