Revisores da CP também vão à greve

16 de maio 2011 - 15:43

Trabalhadores param dia 30 de Maio, juntando-se aos maquinistas e aos ferroviários, que já tinham anunciado a retoma das das greves. Contestam a ausência de resposta do governo sobre a aplicação das cláusulas do Acordo de Empresa.

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Governo não responde aos trabalhadores sobre Acordo de Empresa. Foto de Paulete Matos.

Os revisores da CP vão paralisar durante 24 horas no dia 30 de Maio, e em Junho vão fazer greve ao trabalho extraordinário, nos feriados e nos dias de descanso semanal, anunciou o presidente do Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI), Luís Bravo, à agência Lusa.

O sindicalista disse que a decisão tem por objectivo contestar a ausência de resposta do governo sobre a aplicação das cláusulas do Acordo de Empresa no que se refere ao trabalho extraordinário, em dia de descanso e aos feriados.

Luís Bravo advertiu que a paralisação poderá afectar os comboios de longo curso nos dias 29 e 31 de maio. Ao mesmo tempo, o sindicato vai também apresentar um pré-aviso de greve ao trabalho extraordinário, em dias de descanso e aos feriados, durante todo o mês de Junho.

O SFRCI, que representa 650 dos 1.000 trabalhadores da área comercial da CP, junta-se aos sindicatos Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF) e dos maquinistas, que também vão parar no final de Maio.

Os maquinistas fazem greve às horas extraordinárias entre 28 de Maio e 30 de Junho, e uma greve total no dia 3 de junho, das 5h às 9h na CP Lisboa, CP Porto e CP Carga, e das 17h às 20h30 na CP Longo Curso e na CP Regional.

O SNTSF também entregou um pré-aviso de greve às horas extraordinárias na CP e na CP Carga, com as paralisações a começarem a 28 de Maio.

Os três sindicatos tinham suspendido as greves que estavam a realizar em 21 de Abril, depois de a CP se ter comprometido a enviar a governo um estudo para aplicar as cláusulas do Acordo de Empresa no que se refere ao trabalho extraordinário, em dia de descanso e aos feriados. Mas ainda não surgiu uma resposta do governo, o que levou os sindicatos a retomarem as greves.