Ferroviários e maquinistas voltam à greve

14 de maio 2011 - 15:06

O sindicato dos maquinistas juntou-se ao Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário e vai entregar um pré-aviso de greve às horas extraordinárias a começar a 28 de Maio e a terminar um mês depois, a 30 de Junho, por ainda não ter resposta do Ministério das Finanças.

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Foto de Paulete Matos.

“Entregamos um pré-aviso de greve do dia 28 de Maio a 30 de Junho de 2011 ao trabalho extraordinário, ao trabalho em dia de descanso e em dia feriado”, disse à Lusa o presidente do Sindicato dos Maquinistas, António Medeiros.

Por outro lado, acrescentou, os maquinistas vão fazer uma greve total por alguns períodos do dia a 3 de Junho. Neste dia paralisam, entre as 5h e as 9h, todos os comboios urbanos da CP de Lisboa e do Porto e da CP Carga. No mesmo dia, param, entre as 17h00 e as 20h30, os comboios regionais e de longo curso.

“Vamos entregar um pré-aviso de greve que retoma as greves na CP e na CP Carga mais ou menos nos mesmos termos em que existia no dia em fizemos o acordo [com a empresa], a 21 de Abril, que é a greve essencialmente ao trabalho extraordinário”, disse à Lusa o dirigente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF José Manuel Oliveira. 

A 21 de Abril, três sindicatos que representam os trabalhadores da CP (sindicatos dos ferroviários, dos maquinistas e da revisão) suspenderam as greves em curso e assinaram um acordo com a empresa, depois de a transportadora se ter comprometido a enviar a Governo um estudo para aplicar as cláusulas do Acordo de Empresa no que se refere ao trabalho extraordinário, em dia de descanso e aos feriados. 

Como ainda não surgiu uma resposta da parte do Governo, o SNTSF decidiu retomar as greves. 

O Sindicato dos Maquinistas apresentou a mesma justificação. “Não houve resposta à aplicação do acordo de empresa e do regime de trabalho dos maquinistas - que é mais vantajoso para a empresa, para a circulação dos comboios, para a laboração da CP e para os trabalhadores - e não o contrato de trabalho da Função Pública, que é mais adaptado para as repartições públicas”, disse António Medeiros. 

“Isto está fundamentado e quantificado numa proposta ao ministério dos Transportes e o das Finanças, que deram luz verde para se fazer o acordo no dia 21 de Abril e até esta hora não houve luz verde para ser aplicado. Está feito e não está aplicado, é isso que exigimos a bem da empresa e dos trabalhadores”, acrescentou. 

Os trabalhadores da CP iniciaram a 17 de Fevereiro uma greve ao trabalho extraordinário, que se prolongou durante quase dois meses.