Trabalhadores avançam com processo-crime contra a CP

19 de março 2011 - 14:04

Após a CP ter anunciado que pondera marcar faltas injustificadas aos trabalhadores que adiram à greve a horas extraordinárias, sindicatos decidem avançar com um processo-crime contra a administração da empresa e vão concentrar-se frente ao ministério na segunda-feira pelas 16h.

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As estruturas sindicais consideram que a intenção manifestada pela CP no sentido de marcar faltas injustificadas aos trabalhadores “além de patética nos argumentos, é uma clara intimidação e uma ingerência na vida interna dos sindicatos". Foto de Paulete Matos.

Na passada sexta-feira, a administração da CP anunciou que pondera marcar faltas injustificadas aos trabalhadores que recusassem o desempenho “completo” das tarefas durante a greve às horas extraordinárias.

Em resposta, os sindicatos Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF), dos Maquinistas (SMAQ), Nacional de Ferroviários e Afins (SINFA), dos Ferroviários Braçais (SINFB) e Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI) e a Associação Sindical das Chefias Intermédias de Exploração Ferroviária (ASCEF) anunciam, em comunicado, que irão apresentar um processo-crime contra a administração da empresa na próxima semana.

Os sindicatos anunciam ainda que, como forma de contestação contra as “ameaças e intimidações” da administração da empresa, vão deslocar-se na próxima segunda-feira, dia 21 de Março, pelas 16h, ao Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações “para exigir a reposição da legalidade” na transportadora ferroviária.

As estruturas sindicais consideram que a intenção manifestada pela CP no sentido de marcar faltas injustificadas aos trabalhadores “além de patética nos argumentos, é uma clara intimidação e uma ingerência na vida interna dos sindicatos" e interrogam-se porque razão a administração da empresa só coloca este problema agora, já que “participou na reunião de conciliação no Ministério do Trabalho e não levantou qualquer problema de legalidade acerca do aviso prévio de greve”.