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“A resposta à terceira idade tem de estar no centro das preocupações”

Num encontro com a direção do Lar Monte dos Burgos, Catarina Martins defendeu que os idosos devem ser “prioridade para o país” e apresentou três respostas: rede pública de lares, cuidados domiciliários e melhoria das habitações à medida das necessidade dos idosos.
Catarina Martins e José Soeiro com a direção do Lar Monte dos Burgos.
Catarina Martins e José Soeiro com a direção do Lar Monte dos Burgos.

Na tarde desta segunda-feira, Catarina Martins e José Soeiro encontraram-se com a direção do Lar Monte dos Burgos, no Porto, para conhecerem as dificuldades que enfrenta o setor. Salientaram que esta é uma instituição com uma equipa de saúde permanente, “o que é muito importante”, e a existência perto das suas instalações de um enorme espaço devoluto que irá ser também utilizado para valências sociais.

Mas os dirigentes bloquistas não limitaram a sua intervenção a este caso. A pandemia deixou ainda mais a descoberto “a proliferação de lares ilegais, a falta de cuidados domiciliários, a falta de resposta com dignidade”, o que “não pode deixar ninguém sossegado”, afirma Catarina Martins.

Ainda para mais num momento em que se fala em investimento e num programa de recuperação, “os equipamentos e a resposta à terceira idade têm de estar no centro das nossas preocupações”, vincou.

A partir desta ideia, a coordenadora do Bloco apresentou em seguida três respostas “fundamentais”. A primeira são “respostas residenciais para idosos com dependência que tenham qualidade, que assegurem a saúde, o tratamento digno de cada um”. Ou seja, redes públicas de soluções residenciais.

Em segundo lugar, para quem queira ficar em casa, é preciso criar ao mesmo tempo redes públicas de cuidados domiciliários.

Em terceiro lugar, há que “apostar em transformar as habitações em habitações que possam acompanhar as pessoas ao longo da vida”. “Quantas pessoas vivem em habitações que são frias demais, que têm escadas que não podem subir ou banheiras para as quais não conseguem entrar”, questionou a porta-voz bloquista. Trata-se assim de alterar habitações “para que as pessoas mais velhas não sejam obrigadas a sair de casa”.

Com esta visita, o Bloco de Esquerda quis salientar “prioridades que têm estado um pouco afastadas do debate público” e a necessidade de tirar lições do que se passou com a pandemia para “fazer do investimento nos idosos uma prioridade para o país.”

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