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Remunerações abusivas: Mexia ganhou 2,19 milhões em 2018

Pelo quarto ano consecutivo, o presidente executivo da EDP recebeu mais de 2 milhões de euros. O conselho de administração executivo recebeu 11,3 milhões em 2018, enquanto os lucros da empresa desceram 53%, mas os dividendos aos acionistas serão mantidos.
João Manso Neto, atual presidente executivo da EDP Renováveis, recebeu em 2018 1,46 milhões de euros e António Mexia 2,19 milhões - foto de Tiago Petinga/Lusa (arquivo)
João Manso Neto, atual presidente executivo da EDP Renováveis, recebeu em 2018 1,46 milhões de euros e António Mexia 2,19 milhões - foto de Tiago Petinga/Lusa (arquivo)

O presidente executivo da EDP, António Mexia, recebeu nos últimos cinco anos um total de 9,84 milhões de euros. Em 2017 ganhou 2,29 milhões, em 2016 2,04, em 2015 2,17 e em 2014 1,15 milhões de euros.

Em 2018, o conselho de administração executivo da EDP, que tem oito membros para além do presidente, recebeu 11,3 milhões de euros. Este conselho tinha recebido 11,87 milhões em 2017, 10,87 em 2016 e 10 milhões em 2015.

Segundo o relatório e contas de 2018 da EDP, publicado nesta sexta-feira e citado pelo “Negócios”, a remuneração fixa de Mexia foi em 2018 de 970.213 euros, contra 983.908 euros em 2016, tendo recebido 601.751 euros de remuneração variável de 2017 e 720.350 da variação plurianual de 2015.

Dos restantes membros do conselho de administração executivo, três tiveram remunerações superiores a um milhão de euros. João Manso Neto, presidente executivo da EDP Renováveis, ganhou 1,46 milhões de euros.

A EDP pagou ainda 1,8 milhões de euros ao conselho geral e de supervisão em 2018, tendo os representantes da China Three Gorges recebido 379.942 (parte da qual foi para Eduardo Catroga).

Em 2018, a EDP teve lucros de 519 milhões de euros, menos 53% em relação a 2017. Porém, a empresa vai pagar aos acionistas em dividendos um valor superior aos lucros, quase 700 milhões de euros.

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