Apesar de ter contabilizado provisões de 285 milhões de euros para fazer face ao pagamento das rendas excessivas identificadas pelo governo nos CMEC (Custos de Manutenção do Equilíbrio Contratual), a EDP continua a somar centenas de milhões de euros em lucros. Em 2018, o resultado líquido obtido foi de 519 milhões, o que representa uma queda de 53% face ao ano anterior.
Segundo os dados da empresa, citados pelo Jornal de Negócios, a EDP apresenta como custos com medidas regulatórias em Portugal cerca de 672 milhões de euros, mais 400 milhões do que no ano anterior.
Apesar da queda dos lucros face a 2017, na próxima Assembleia Geral, prevista para o dia 24 de abril, a administração vai propor manter o pagamento de 19 cêntimos por ação, o que a fará distribuir cerca de 695 milhões de euros aos acionistas, bem acima do lucro obtido em 2018.
Venda de ativos deve ser anunciada esta terça-feira
Esta terça-feira a EDP vai anunciar a atualização do seu plano estratégico e é esperado também o anúncio da venda de ativos da empresa. Segundo o semanário Expresso noticiou em fevereiro, a empresa equacionava a venda de centrais hidroelétricas por um valor em torno dos mil milhões de euros.
Um dos acionistas minoritários da EDP, o fundo “abutre” Elliot, recomendou à administração a venda de ativos no valor de 7.600 milhões de euros, incluindo a participação na EDP Brasil, 49% das redes de distribuição em Portugal e Espanha e as centrais hidroelétricas que detém. O fundo de Paul Elliot Singer quer que a EDP liberte recursos para investir em renováveis, reduzir a dívida e pagar mais em dividendos aos acionistas.