Decorreu neste domingo o referendo à autodeterminação da Catalunha. O referendo tinha duas perguntas: se querem que a Catalunha seja um Estado e se querem que seja um Estado independente.
O referendo não foi reconhecido por Madrid e o governo do PP tentou proibi-lo e impedir a sua realização. O Tribunal Constitucional acordou no pedido do executivo de Rajoy e proibiu o referendo. A consulta manteve-se com a participação de voluntários nas mesas de voto, uma vez que o tribunal proibiu a participação de funcionários públicos em serviço.
Mesmo neste domingo, a UPyD (União Progresso e Democracia), o partido liderado por Rosa Díez, pediu ao tribunal que as urnas fossem retiradas, mas o juiz recusou o pedido, considerando a medida “desproporcionada”.
A consulta tem o apoio da maioria das forças políticas e da população catalã, mas é fortemente contestada pelo governo de Madrid, pelo PP, pelo PSOE e pela UpyD.
25 personalidades internacionais, entre as quais Noam Chomsky, Johan Cruyff e o escritor português Lobo Antunes assinaram o apelo público “Deixem votar os catalães”. (ver notícia no esquerda.net)
Às 13 horas tinham votado 1.142.910 pessoas, 21% dos 5,4 milhões de catalães com direito a voto. Segundo o La Vanguardia, a maioria dos participantes foram de Barcelona, com 693.914 pessoas; seguida de Catalunya Central, 112.770; Girona, 142.707; Lleida, 64.291; Tarragona, 82.747 e Terres de l'Ebre: 33.092.