Refém britânica pode ter sido morta por granada da Nato

11 de outubro 2010 - 17:43

O primeiro-ministro inglês, David Cameron, assumiu publicamente que Linda Norgrove, activista dos direitos humanos, poderá ter sido morta pelas tropas americanas.

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Linda Norgrove, activista dos direitos humanos morta no dia 8 de Outubro. Foto EPA/Lusa

A morte de Linda Norgrove foi anunciada no passado dia 9 de outubro pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, William Hague, que atribuiu a responsabilidade por este “desfecho trágico” aos seus raptores.

Segundo este responsável, Linda Norgrove, activista dos direitos humanos natural da localidade escocesa de Sutherland, teria sido “morta pelos seus raptores durante uma tentativa de resgate” conduzida pelas forças americanas da Nato.

William Hague chegou, inclusive, a agradecer o esforço das tropas americanas no Afeganistão, e do seu comandante, General David Petraeus, no sentido de assegurarem o resgate de Linda, tornada refém a 26 de setembro juntamente com três colegas afegãos, quando os dois veículos em que viajavam foram abordados por um grupo de homens armados.

Não obstante vários órgãos de comunicação social terem divulgado, no dia posterior ao acontecimento, que Norgrove teria falecido na sequência da detonação, por parte dos seus agressores, de uma cintura de explosivos, é o próprio primeiro-ministro britânico, David Cameron, que agora esclarece que a activista poderá “ter morrido como resultado de uma granada” detonada pelas forças americanas.

O primeiro-ministro britânico assume toda a responsabilidade pela decisão e advoga que a melhor forma de assegurar a sobrevivência de Norgrove seria avançar com uma tentativa de resgate, apesar de admitir que esta operação implicava “perigos para todos os envolvidos” e que “o seu êxito não estava, de forma alguma, assegurado”.

Entretanto, as forças americanas já anunciaram a abertura de um inquérito sobre as verdadeiras causas da trágica morte de Linda Norgrove.