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“Queremos uma cidade viva, que estanque a saída das pessoas e combata a desigualdade e a pobreza"

O candidato do Bloco à Câmara do Porto critica a política de Rui Moreira da "cidade-negócio que produz e reproduz pobreza e que conseguiu pôr em maior risco uma parte substancial da população. A lógica terá que ser outra”, defende Sérgio Aires.
“Não podemos continuar a atuar numa lógica de acolchoar os problemas sem ir à raiz, permitindo que as causas da pobreza permaneçam em florescimento", afirma Sérgio Aires.
“Não podemos continuar a atuar numa lógica de acolchoar os problemas sem ir à raiz, permitindo que as causas da pobreza permaneçam em florescimento", afirma Sérgio Aires. Foto esquerda.net.

Em entrevista ao Diário de Notícias, Sérgio Aires apresenta-se como o candidato que promete “combater a cidade-negócio que produz e reproduz pobreza”.

“Queremos uma cidade viva, que estanque a saída das pessoas, que previna e combata a desigualdade e a pobreza, que se mobilize para o combate às alterações climáticas, com mais espaços verdes, que promove a economia que serve todas as pessoas em vez do negócio que serve apenas alguns”, diz o candidato do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal do Porto.

Afirmando-se o candidato da esquerda socialista, critica “uma política urbanística que facilita e impulsiona o negócio imobiliário, privilegia o alojamento turístico e altera os usos do edificado, expulsando, direta e indiretamente, milhares de pessoas”.

Mesmo “ao nível dos direitos sociais, prevalece a política dos anúncios e, mesmo essa, tem um pendor assistencialista quando devia ser emancipatório”. Sérgio Aires dá o exemplo do "encerramento de creches e a ausência de respostas sociais e de proximidade capazes de fazer face à realidade e à crise social”.

Defendendo uma “cidade democrática que promova e valorize uma efetiva participação”, o candidato do Bloco de Esquerda relembra que Rui Moreira “tem desprezado olimpicamente a participação cidadã e a própria inclusão”.

Em concreto, considera prioritário “dotar a cidade do Porto de um Plano Municipal Integrado de Combate à Pobreza, que tenha como objetivo promover o conhecimento permanente, atualizado e participado sobre a realidade, que permita uma atuação à medida”.

Para tal, pretende recuperar a “intervenção comunitária nos bairros sociais”, a concretizar através da criação de 30 equipas técnicas multidisciplinares. “Não podemos continuar a atuar numa lógica de acolchoar os problemas sem ir à raiz, permitindo que as causas da pobreza permaneçam em florescimento. A cidade-negócio produz e reproduz pobreza e conseguiu pôr em maior risco uma parte substancial da população. A lógica terá que ser outra”, conclui.

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