Depressão Kristin

Pureza visita Marinha Grande e diz que “tardam os apoios governamentais”

04 de fevereiro 2026 - 16:00

Coordenador do Bloco de Esquerda esteve em contacto com autarquia e com populações afetadas. Falta de apoios é um fator determinante numa realidade em que a solidariedade tem sido a maior segurança.

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José Manuel Pureza na Marinha Grande
José Manuel Pureza na Marinha Grande. Fotografia de Rafael Medeiros.

Sob céu nublado, mas sem chuva, o coordenador do Bloco de Esquerda rumou esta quarta-feira à Marinha Grande para dialogar com as populações afetadas pela tempestade Kristin, perceber as necessidades no terreno e reunir com autoridades locais. Com um centro da cidade em que a normalidade regressa, é nas redondezas que se veem os maiores vestígios da intempérie.

Árvores caídas, umas arrancadas pela raiz, outras partidas ao meio, postes caídos e fios de eletricidade pendurados, edifícios sem telhas. É esse o caso de um dos edifícios dos estaleiros industriais da cidade, onde dezenas de pessoas se reúnem para ir buscar mantimentos doados, e onde José Manuel Pureza esteve. 

“Os apoios governamentais tardam, apesar de já terem sido aprovados”, diz o coordenador do Bloco de Esquerda, que critica também a falta de definição do Governo face a “apoios para a reconstrução de infraestruturas, de capacidade produtiva, de cadeias de distribuição”.

É no contexto de uma reunião com o presidente da autarquia, Paulo Vicente, que surgem as evidências da necessidade de apoios mais rápidos e das falhas do Governo. “O Governo não está a cumprir a sua parte e isso merece uma crítica muito severa da nossa parte”, diz.

À conversa com trabalhadores da indústria vidreira, Pureza reconhece que é altura de “sem alarmismo, mas com muito realismo e com muita determinação”, o Governo “criar condições para que, havendo não só cheias, mas picos de mau tempo que possam pôr em perigo a vida de pessoas, todas essas vidas sejam salvaguardadas”.

O coordenador bloquista assume, após a visita à autarquia, que o que está a funcionar para aliviar “a desgraça das pessoas” é o “trabalho solidário, a entrega solidária por parte de gente desinteressada, que entrega aquilo que tem, aquilo que pode para minorar o sofrimento de muita gente”.

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