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PS recua na construção de novo centro de refugiados em Lisboa

A candidatura a financiamento europeu, preparada pelo vereador do Bloco em Lisboa, não foi apresentada, perdendo-se o acesso a 75% de financiamento e um aumento de 26 vagas de acolhimento. Gabinete do vereador Manuel Grilo garante que não vai desistir.
Câmara Municipal de Lisboa
Foto de Domjisch | Flickr

Em comunicado, o gabinete do vereador dos Direitos Sociais, Manuel Grilo, informa que “esgotou-se, no dia 15 de maio, o prazo para candidatura a financiamento europeu para a abertura de um novo Centro de Acolhimento de Refugiados em Lisboa. Unilateralmente, o Partido Socialista decidiu não submeter a candidatura preparada pelo vereador dos Direitos Sociais, Manuel Grilo. O município perde assim o acesso a 75% de financiamento a um projeto cuidadosamente desenhado ao longo dos últimos meses.”

O Bloco critica o Partido Socialista que “não hesitou em lançar suspeitas sobre a competência dos serviços que a prepararam na Câmara (pelouro dos Direitos Sociais, responsabilidade do Bloco) e na Junta de Freguesia de Carnide (executivo CDU)”. 

“A cidade está pressionada pela sobrelotação de respostas de acolhimento temporárias para requerentes de asilo, esta seria uma resposta de antecipação”, afirma o Bloco, mas mesmo assim e “sendo uma responsabilidade do governo, a vereação do Bloco tem encetado contactos com administração central, questionando as condições de alojamento de refugiados em Lisboa ou de prestação de assistência em Saúde às pessoas que regressam do isolamento devido a COVID positivo”.

Este novo centro de refugiados iria permitir ter mais 26 vagas, podendo passar 100 pessoas pelo espaço num ano.

Ao "Jornal de Notícias" o gabinete do vereador Manuel Grilo garantiu que "não vão desistir" e afirmou: "a Junta de Carnide quer, a cidade precisa, vamos insistir".

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