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Novo centro de acolhimento a refugiados é “possível e urgente”, diz Bloco de Lisboa

Vereação bloquista na Câmara Municipal de Lisboa propôs a construção de um novo centro de acolhimento de refugiados na freguesia de Carnide, maioritariamente com fundos comunitários. Ampliação da resposta da autarquia nesta matéria está prevista desde 2017.
A construção de um novo centro de acolhimento de refugiados teria um custo de cerca de 700 mil euros, 75 dos quais provenientes de fundos comunitários.
A construção de um novo centro de acolhimento de refugiados teria um custo de cerca de 700 mil euros, 75 dos quais provenientes de fundos comunitários. Fotografia de Paulete Matos.

O Bloco de Esquerda voltou a propor a criação de um novo centro de acolhimento para refugiados na capital. Em comunicado, o partido explica que esta resposta tem por objetivo responder à “ necessidade premente de duplicar a capacidade de acolhimento” do município. De momento, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) conta apenas com o centro de acolhimento no Lumiar.

A vereação bloquista propõe a construção de um novo centro de acolhimento na freguesia de Carnide, num investimento total de cerca de 700 mil euros, 75% dos quais financiados por fundos europeus.

Os bloquistas explicam que desde o início do seu mandato que têm encetado “todos os contactos necessários para a resolução do impasse que bloqueia as obras de aumento de capacidade de acolhimento no actual CATR”, lê-se no comunicado.

Uma vez que não foi obtida qualquer decisão dos ministérios das Finanças e Defesa que permitisse a cedência do direito de superfície em prol da CML, o vereador dos Direitos Sociais eleito pelo Bloco de Esquerda, Manuel Grilo, encetou esforços para encontrar um local alternativo.

Sugere-se assim a ocupação de um equipamento social no Bairro Padre Cruz, em Carnide, duplicando a atual capacidade. A obra está dependente de uma candidatura a fundos comunitários, segundo o mesmo documento: “o pelouro dos Direitos Sociais enviou todos os elementos necessários à equipa de missão de fundos europeus, sob alçada do vice-presidente João Paulo Saraiva, para a submissão, até 15 de Maio, da candidatura”.

“Sabendo que o edifício em questão tinha como objetivo inicial a criação de um núcleo associativo com a co-gestão da Junta de Freguesia de Carnide, foi com esta negociado um plano de intervenção que permitisse integrar as duas funções: a de espaço comunitário de desenvolvimento local e a de acolhimento condigno de pessoas que requerem proteção internacional”, explicam os bloquistas.

A ampliação da resposta de acolhimento a refugiados na cidade de Lisboa está prevista desde 2017, mas a Associação de Deficientes das Forças Armadas, detentora dos edifícios inicialmente planeados para a ampliação do centro, tem passado por dificuldades financeiras que dificultaram o projeto. Entretanto, com o adiar do mesmo expirou o fundo comunitário de quase meio milhão de euros.

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