Apesar de em campanha eleitoral PS e PSD falarem em “linhas vermelhas face à extrema-direita”, elas caíram quando a discussão são os lugares. A crítica é de Mariana Mortágua a propósito de dois processos: a eleição para a presidência da Comissão Europeia e para o Conselho de Estado em Portugal.
Sobre a lista única para o Conselho de Estado nascida de um acordo entre PS, PSD e Chega, a coordenadora do Bloco esclarece que o partido não votará em André Ventura e questiona mesmo os deputados do PS sobre “como é que se sentem” a votar no líder da extrema-direita.
Considera-se o acordo “incompreensível” e a mesma palavra é empregue a propósito da eleição de Ursula von der Leyen para a presidência da Comissão Europeia. Apesar “dos ataques do PS” a esta pela sua aproximação à extrema-direita, ficamos a saber “que afinal sempre houve acordo” entre as partes para votarem uns nos outros.
O Bloco contrapõe que “as barreiras contra a extrema direita só contam se forem para valer” e mesmo “quando estão lugares em causa”, caso contrário “não contam para nada”.