O objetivo da proposta era retomar uma prática que existiu durante muito tempo em Portugal, com o sistema de tara para embalagens de bebidas, entretanto abandonado em favor das garrafas não reutilizáveis. “Foi uma transformação que gerou mais resíduos e não garante sequer a reciclagem de todas as embalagens”, apontava o projeto de lei bloquista chumbado pelo PS na passada sexta-feira.
Em concreto, o Bloco propôs que em 2023 metade das bebidas vendidas em Portugal usassem embalagens reutilizáveis, com uma retribuição aos consumidores pela entrega das garrafas.
“Os consumidores podem adaptar-se, os operadores e produtores também. Apenas o planeta e os oceanos parecem estar a ponto de saturação, pelo que nos cabe agora e aqui intervir para induzir a alteração de comportamento de todos os intervenientes na economia e conforme as suas responsabilidades”, afirmou a deputada Maria Manuel Rola no debate da iniciativa.
A proposta acabou chumbada com os votos do PS, a abstenção do PSD, CDS e PCP e os votos favoráveis de Bloco, Verdes e PAN.
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