Nas últimas semanas têm aumentado as reações de repulsa à perseguição e tortura de homossexuais na Rússia por grupos neonazis, que agem a coberto do clima instalado pelo regime de Putin para criminalizar a comunidade LGBT. A lei contra a "propaganda homossexual", aprovada em junho, foi escrita de forma deliberadamente vaga para criminalizar o que possa ser considerada uma defesa dum modelo de família diferente da "família tradicional russa" ou qualquer forma de visibilidade LGBT.
Os atos de violência que têm atingido sobretudo jovens russos provocaram uma reação internacional de indignação, que também passou pelos Mundiais de Atletismo e que propõe o boicote aos Jogos Olímpicos de Inverno que aquele país acolhe em 2014. Esta sexta-feira, cerca de duas dezenas de pessoas concentraram-se junto à embaixada russa em Lisboa para um "beijaço" de protesto simbólico. Segundo o site dezanove.pt, os manifestantes foram informados no local pela polícia de que não se podiam manifestar ali nem tirar fotos em frente à embaixada. "Beijaços" semelhantes foram promovidos em Madrid, São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro junto das representações diplomáticas de Moscovo.
O maior destes protestos aconteceu na quinta-feira em Edimburgo, onde decorre o popular festival de teatro Fringe. Centenas de pessoas assistiram à atuação dos comediantes Susan Calman e Mark Thomas, que apelaram ao público para continuar a lutar pelos direitos humanos de gays, lésbicas, bissexuais e trangéneros na Rússia.
O próximo protesto internacional em frente às embaixadas russas está agendado para o dia 8 de setembro às 15h30, com mais de 20 cidades em todo o mundo a agendarem manifestações nas redes sociais. Entre elas estão Lisboa, Roma, Paris, Berlim, Madrid, Londres, São Paulo e Nova Iorque.