Solidariedade

Protesto em Lisboa contra novo massacre em Gaza

18 de março 2025 - 20:06

Horas depois de os bombardeamentos israelitas terem matado mais de 400 pessoas na Faixa de Gaza, mais de duas centenas de pessoas concentraram-se ao final da tarde desta terça-feira para exigir o fim da impunidade de Israel.

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Concentração de solidariedade com Gaza
Concentração de solidariedade com Gaza. Fotos Esquerda.net

Mais de duas centenas de pessoas concentraram-se ao final da tarde de terça-feira no Cais do Sodré, em Lisboa, numa ação convocada pela Plataforma Unitária de Solidariedade com a Palestina (PUSP) e pelo Comité de Solidariedade com a Palestina. A convocatória foi anunciada horas antes em resposta ao retomar dos ataques de Israel à Faixa de Gaza, que provocaram mais de 400 mortos.

A concentração contou ainda com a presença de outros coletivos, como o MPPM e os Judeus pela Paz e Justiça. Ouviram-se palavras de ordem contra o genocídio e apelos ao boicote, desinvestimento e sanções a Israel, bem como críticas ao apoio reforçado da nova administração Trump às intenções do governo de Netanyahu de retomar o genocídio do povo palestiniano.

Concentração por Gaza no Cais do Sodré

A representante da PUSP, Maria Rossi, disse em declarações à Lusa que o objetivo ”é manter viva a solidariedade com a resistência do povo palestiniano e comunicar as nossas exigências, apelar aos nossos representantes políticos para que tomem uma posição clara sobre o que está a acontecer, algo que não aconteceu até agora”.

O protesto teve ainda a presença de dirigentes políticos do Bloco de Esquerda e do PCP, como a candidata bloquista à Câmara de Lisboa Carolina Serrão, o líder parlamentar do Bloco Fabian Figueiredo e o dirigente comunista Bruno Dias.

“Juntamo-nos a esta vigília organizada pela sociedade civil e vamo-nos associar a todas as iniciativas que decorrerão nos próximos dias e exigimos ao Governo português uma voz forte que denuncie, que condene e que em todas as instituições internacionais em que participa apoie todas as iniciativas para isolar Israel, para obrigar Israel a cumprir o cessar-fogo acordado e a garantir uma paz duradoura para o Médio Oriente”, afirmou Fabian Figueiredo à Lusa.