A concentração foi convocada pela Plataforma de Lisboa em Defesa do Serviço Nacional de Saúde, que junta comissões de utentes, sindicatos de profissionais de saúde, sindicatos dos trabalhadores da função pública e o Movimento Democrático das Mulheres.
Segundo a agência Lusa, o protesto juntou mais de meia centena de pessoas que empunhavam cartazes com as frases “SNS é do povo”, "Urgências não servem para experiência economicista" e "Fechar urgências é ato criminoso".
Segundo a Plataforma, a reorganização das urgências na área da Grande Lisboa vai prejudicar utentes e profissionais de saúde, sem sequer existirem estudos conhecidos que sustentem a reorganização.
Em declarações à Lusa, Libério Domingues, dirigente sindical e representante da Plataforma, denunciou que “saiu um despacho da Administração Regional de Lisboa e Vale do Tejo que não traz acompanhado nenhum estudo nem nenhum tipo de fundamentação” e afirmou: “Temos forçosamente de encarar que esta política do Governo quer empurrar os utentes para o setor privado. Quer reduzir drasticamente a oferta pública na área das urgências ou dos cuidados de saúde, e empurrar os doentes para o privado”.
Para a Plataforma, a área da Grande Lisboa tem assistido a “uma sequência de encerramentos de hospitais ou valências hospitalares”, com o objetivo de empurrar os doentes para as unidades de saúde privadas.
Libério Domingos salientou ainda que esta reestruturação ignora que “há tempos de espera nas urgências de quatro ou cinco horas”, assim como “uma carência enorme” na área das urgências de especialidade.