Do Congresso "saem propostas sobre todas as matérias que têm a ver com o sistema de educação, mas temos um problema: para entregarmos propostas a alguém, e negociarmos com alguém, tem que haver alguém. E a educação em Portugal não tem interlocutor", afirmou o secretário-geral reeleito, Mário Nogueira, à agência Lusa.
Em nota enviada à comunicação social, a Fenprof anuncia a realização de “uma campanha nacional em defesa da escola pública” entre 14 de Maio e 6 Junho e a manifestação nacional de educadores, professores e investigadores a 22 de junho, mantendo "no horizonte" a "possibilidade de convocação de greves".
O 11º Congresso Nacional da Federação Nacional dos Professores aprovou um plano de ação que "continuará a recusar e a combater a estratégia neoliberal de manutenção de umas poucas escolas de elevada qualidade, públicas e privadas, reservando para as outras um ensino menos exigente e com supressão de áreas formativas consideradas dispensáveis", diz o comunicado.
A sessão de encerramento contou com intervenções de Mário Nogueira e João Cunha Serra, reeleito presidente do Conselho Nacional da Fenprof. O secretário-geral da CGTP Arménio Carlos também interveio, apelando à mobilização dos professores para a concentração de 25 de maio em frente ao Palácio de Belém, onde trabalhadores, desempregados e reformados irão exigir a Cavaco a demissão imediata do Governo. Por seu lado, o líder reeleito da Fenprof apelou ainda à participação na manifestação internacional "Povos Unidos Contra a Troika" que terá lugar também em Portugal no dia 1 de junho.