Segundo a agência Lusa, Bruno Avelar Rosa, docente das Actividades Físicas e Desportivas no Agrupamento de Escolas de Mafra, explicou as razões do protesto:
“Os 70 professores estão a recibos verdes e não a contrato como obriga um decreto-lei que existe, logo deixamos de ser remunerados nas férias e a partir de 18 de Junho quando as aulas acabam e os professores vão para o desemprego e nem sequer podem pedir o subsídio de desemprego”.
Os 70 professores das Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC's) de Mafra são pagos pelo Colégio Miramar, uma instituição de ensino privada a quem a Câmara de Mafra entregou a gestão das AEC's. A Câmara justifica-se com o modelo definido pelo Governo, “ que estabelece que estes docentes devem ser pagos à hora”, segundo declarou o gabinete de comunicação camarário à Lusa.
Os professores já tinham divulgado uma carta aberta, onde denunciavam a pretensa “organização” do Colégio Miramar, que se limitou “aos arranjos dos horários e ao pagamento dos acordados 11 euros por hora leccionada”, salientavam que nas condições concretas o valor é extremamente baixo “ em comparação com outros municípios bastante mais exemplares” e sublinhavam a “ prática ilegal devido à utilização de falsos recibos verdes através da soma mensal das horas leccionadas”.