Privatizar Águas de Portugal seria o pior erro

23 de maio 2011 - 15:46

Proposta é avançada agora pelo PSD e tem sido uma ideia que o próprio governo do PS tratou. Francisco Louçã sublinha que as águas são um monopólio e que essa política foi evitada na Inglaterra.

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Nenhum país da Europa, excepto a Inglaterra, privatizou o seu sistema de águas. Foto de Paulete Matos

Francisco Louçã criticou a proposta de privatização das Águas de Portugal, afirmando que se Portugal aplicasse essa política estaria a seguir os piores erros que são evitados na Europa. O coordenador do Bloco visitou esta segunda-feira a empresa Valorsul, em Loures.

A Valorsul é a empresa responsável pelo tratamento de cerca de 750 mil toneladas de resíduos produzidos na Amadora, Lisboa, Loures, Odivelas e Vila Franca de Xira.

O coordenador do Bloco de Esquerda recordou que a privatização das Águas de Portugal é proposta pelo PSD, e que tem sido uma ideia que o próprio governo do PS, ao longo dos anos, tratou.

“O ministro Mário Lino, que foi presidente das Águas de Portugal, chegou a anunciar que já estava para começar a privatização da empresa”, disse Louçã.

Sublinhando que “as águas são um monopólio”, o cabeça-de-lista do Bloco de Esquerda por Lisboa explicou que nenhum país da Europa, excepto a Inglaterra, privatizou o seu sistema de águas.

“A prudência exige que, para um desenvolvimento económico de serviços essenciais para a população, como as águas ou o tratamento dos resíduos, se utilizem os melhores critérios tecnológicos económicos e os melhores critérios de respeito pela população. E isso implica que este seja um serviço público”, enfatizou, recordando que a Valorsul é parte do grupo das Águas de Portugal e que, se estas forem privatizadas, por efeito cascata, esta empresa vai ser também privatizada.

Para Louçã, “Portugal seguiria os piores erros que são evitados na Europa se aceitasse, como José Sócrates propunha há uns anos atrás ou como Passos Coelho propõe agora, privatizar este sistema”.

“O Bloco de Esquerda”, explicou Louçã, “tem proposto uma política de energia que se concentre na diminuição do endividamento e portanto na auto-produção de capacidades energéticas com reconversão das nossas indústrias”.

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