O lançamento da rede Unir, a marca criada para gerir a nova rede de 439 linhas de autocarros na Área Metropolitana do Porto (AMP), ficou marcado pelo caos, atrasos e falta de informação aos utentes. Em declarações à agência Lusa esta quinta-feira, o presidente da AMP e autarca de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, admitiu que "nem tudo correu bem" no lançamento da nova rede e diz querer "acreditar que no início do ano nós estamos a arrancar em pleno, e depois a partir daí é conseguir atingir os patamares de excelência".
A Unir anunciou entretanto que está a refazer os horários dos lotes Norte Nascente, Sul Nascente e Sul Poente. "Eu acho que na próxima semana teremos horários semi-definitivos e depois é aproveitar até ao fim do mês para ajustar tudo o que tivermos de ajustar", disse Eduardo Vítor Rodrigues. Segundo o autarca, o período das férias escolares servirá também para adaptar e pintar os autocarros que atualmente circulam descaracterizados, pois "ainda na semana passada tínhamos um barco a chegar a Leixões com autocarros".
Questionado sobre a falta de preparação deste lançamento, o presidente da AMP reconheceu que "já devia haver" horários e informações nas paragens de autocarro, mas refere que as empresas de transportes envolvidas na operação "tiveram um conjunto de constrangimentos", pois "só tiveram título habilitante para ir ao banco, para comprar autocarros, para mandar vir motoristas de fora" desde abril, com o visto do Tribunal de Contas.
"Eu acho que volvidos estes dias de ajustamento e de adaptação as coisas tendem a melhorar, e nós vamos é conquistar gente para o transporte público", prevê Eduardo Vítor Rodrigues, justificando assim o seu otimismo: "da maneira que o serviço estava, é impossível ir para pior". Opinião diferente terão os utentes da linha de autocarro que circulava pela A3 entre o Porto e Braga, que deixou de existir desde a passada sexta-feira, por entre trocas de acusações entre a AMP e a CIM do Cávado sobre qual a entidade que deve garantir o funcionamento daquela linha.