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Precariedade no setor público bateu novo recorde em 2021

No final do ano passado, foi contabilizado um total de 90.910 contratos a prazo no conjunto das administrações públicas, o equivalente a um aumento de 1.184 ou 1,3% face a 2020. O número total de precários foi o mais alto de todo a série estatística do emprego público.
Foto de Paulete Matos.

Os números divulgados pela Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP), citados pelo Diário de Notícias/Dinheiro Vivo, revelam que, em 2021, voltou a registar-se pelo terceiro ano consecutivo um aumento no número de trabalhadores precários no setor público. Isto depois de, em 2018 e 2017, se ter registado um abrandamento da contratação a prazo, mediante o processo de regularização de vínculos precários na função pública, desencadeado por proposta do Bloco de Esquerda.

De acordo com a DGAEP, nove em cada dez contratados a termo encontram-se na Administração Central. É nos setores da saúde, educação, ensino superior, ciência e tecnologia que se concentra a maioria dos precários: 70.859.

A Defesa, com mais 199 vínculos a termo, registou um crescimento de 1,9%. Já o Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, viu o número de contratos precários praticamente quadruplicar, de 37 para 151. Mas foi o ensino superior, ciência e tecnologia, que mais pesou no agravamento da precariedade, com um acréscimo de 1.675 vínculos precários face a 2020, um incremento de 10,8%.

A tendência inverte-se na saúde, com menos 237 contratados a prazo, o que representa um decréscimo de 1,1% face a 2020, e na educação, com menos 507 contratos a termo (-1,5%).

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