Em 2023, de acordo com dados do Eurostat, a precariedade aumentou de 16,6% para 17,4%. Destaque-se que as estatísticas europeias medem apenas o trabalho por conta de outrem, de pessoas entre os 15 e 65 anos, em que esteja estabelecida uma data, a finalização de uma tarefa ou a substituição de outro trabalhador. De fora ficará obviamente a economia informal e as situações de falso trabalho independente.
No ano anterior, Espanha e Itália, ambas com 21,2%, ficavam à frente de Portugal que estava assim em quarto lugar. Em primeiro lugar, estavam os Países Baixos com 27,7%. Este ano continuam mas com 27.2%. A seguir a estes, acima dos 15%, ficaram, em 2023, França e Finlândia. Os países onde os indicadores ficaram abaixo dos 5% foram Lituânia, Roménia, Letónia, Bulgária, Estónia e Eslováquia.
Os cálculos do Jornal de Negócios, a partir dos números do Eurostat, mostram uma queda da precariedade em Espanha e algumas diferenças relativamente aos números do INE por utilizar escalões etários diferentes.
Tanto na zona euro, com uma média de 14,4%, quanto na União Europeia, com uma média, de 13,4%, registaram-se descidas face ao ano anterior.
Recorda-se que no início da série, em 2013, a taxa de precariedade era de 21,4%, em 2018 de 22%, em 2022 de 16,6% e de 17,4% o ano passado.