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PP vence em Madrid, Pablo Iglesias demite-se

O líder do Podemos anunciou a saída da política, sublinhando que se sente “orgulhoso de ter sido útil ao país e ao partido”. PP precisa do Vox para a maioria absoluta e o Más Madrid ultrapassou o PSOE.
Pablo Iglesias na noite eleitoral de Madrid. Foto de Kiko Huesca/EPA/Lusa.
Pablo Iglesias na noite eleitoral de Madrid. Foto de Kiko Huesca/EPA/Lusa.

Com quase todos os votos já contados, os resultados das eleições desta terça-feira para a Comunidade de Madrid dão uma vitória clara da direita para um mandato que durará os próximos dois anos. O Partido Popular fica perto da maioria absoluta com 44.72% dos votos e 65 lugares, mais do dobro do que tinha obtido anteriormente. A extrema-direita também sobe, mas pouco, de 12 lugares para 13, obtendo 9,13% e já anunciou que votará a favor da investidura de Isabel Díaz Ayuso. Quem fica a perder do lado da direita é o Ciudadanos que não elege, quando nas eleições passadas tinha obtido 26 lugares. De força determinante no quadro regional, fica agora reduzido a 3,57%, longe dos 5% da cláusula barreira.

À esquerda, as mudanças também são muitas. O PSOE, que tinha sido o partido mais votado em 2019 com 37 lugares, ficou reduzido a 24, o que representa 16,85% dos votos. Passa assim a terceira força ao ser ultrapassado pelo Más Madrid, de Mónica Garcia, que passa de 20 a 24 lugares, com 16,97% dos votos.

A última força a eleger é o Unidas Podemos. O partido até aumenta os lugares, de sete para dez, obtendo 7,21% dos votos, mas o seu líder não sobrevive às altas expetativas da campanha. Pablo Iglesias tinha abandonado o governo para mudar a campanha de Madrid e afinal obteve um resultado modesto. Por isso, anunciou a sua saída de todos os cargos políticos dizendo que se sente orgulhoso de ter sido útil ao país” e à sua “formação política”.

 

 

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