Segundo dados do gabinete de estatísticas da União Europeia, a taxa de emprego em Portugal fixou-se, em 2013, nos 65,6 por cento no grupo entre os 20 e os 64 anos, muito longe do objetivo dos 75 por cento para 2020, fixado por Bruxelas.
Os dados divulgados esta segunda-feira pelo Eurostat assinalam que desde 2002 a taxa de emprego no país tem mantido uma tendência em baixa.
Em 2002, a taxa de emprego em Portugal era de 74,1 por cento e a tendência em baixa só foi interrompida em 2006, ano em que subiu 0,4 pontos percentuais para os 72,7 por cento face a 2005, e em 2008, quando recuperou 0,5 pontos para os 73,1 por cento na comparação com o ano anterior.
A taxa de emprego é a sexta mais baixa da zona euro, ficando apenas à frente de países como Irlanda (65,5%), Grécia (53,2%), Espanha (58,2%), Itália (59,8%) e Eslováquia (65%).
No entanto, apenas a Alemanha (77,1%) e Malta (64,9%) atingiram em 2013 as metas previstas.
Na União Europeia, que teve uma taxa de 68,3 por cento, a Suécia registou o nível mais elevado de emprego, com uma taxa 79,8 por cento, um pouco abaixo do objetivo de 80 por cento.
População mais velha tem dificuldades redobradas
Entre os 55 e os 64 anos a taxa de emprego na União Europeia é ainda mais baixa que a média. Somente 5/10 cidadãos europeus estão empregados.
Nesta faixa etária, Portugal tem uma taxa de emprego de 46,4 por cento. Os dados mais baixos registam-se na Eslovénia (33,5%), Grécia (35,6%), Malta (35,9%) e Croácia (36,5%).
As taxas mais elevadas encontram-se na Suécia (73,6%), na Alemanha (63,5) e na Estónia (62,6%).