Apenas a Grécia (12,6%), França (10,2%) e Chipre (9,7%) têm percentagens superiores à portuguesa no que diz respeito à população empregada entre os 15 e os 64 anos a trabalhar com horários longos, superiores a 49 horas semanais. Portugal surge em quarto lugar com 9,4%, a mesma percentagem da Itália. No extremo oposto estão países como a Bulgária (0,7%), Lituânia (0,8%) e Letónia (1,3%). Segundo os dados revelados esta segunda-feira pelo Eurostat, a média dos países da União Europeia ronda os 7%.
No caso de Portugal, essa percentagem corresponde a 442 mil pessoas com horário semanal de trabalho de 49 horas, bem acima das 40 horas que são o máximo permitido pela lei laboral. Os dados agora revelados são relativos ao ano passado e face a 2021 houve uma queda de 0,3 pontos percentuais na percentagem de trabalhadores por conta de outrem a trabalhar mais de 49 horas semanais em Portugal.
Tal como no resto da Europa, a percentagem da população com horários de trabalho longos é muito superior entre os trabalhadores por conta própria, com a média europeia a rondar os 30% entre este grupo. As áreas mais atingidas são as do trabalho qualificado no setor agrícola, silvícola e das pescas (28%) e os gestores (24%), com os restantes setores a registarem percentagens abaixo dos 8%.