“Há realmente uma alteração da missão, mas Portugal vai render as forças que estão no terreno por forças com outras características para assegurar a segurança do Afeganistão”, afirmou, este sábado, o Chefe de Estado-Maior do Exército, citado pela Lusa.
José Luís Pinto Ramalho, que falava à margem das comemorações do Dia da Arma de Infantaria e da Escola Prática de Infantaria em Mafra, esclareceu que “as forças de apoio às forças afegãs manter-se-ão no terreno”, apesar de algumas forças internacionais estarem de saída daquele país. A Holanda já saiu.
“A missão que o Exército tem é contribuir com uma força que tem simultaneamente a componente da protecção e de apoio e a componente da formação das forças afegãs”, explicou Pinto Ramalho, acrescentando que as forças nacionais, algumas das quais vão ser rendidas em Outubro, vão ser compostas por “comandos e para-quedistas no que tem a ver com a protecção” e “especialistas em logística e formadores para apoiar as forças afegãs”.
Assim sendo, está previsto “o reforço da capacidade de instrução e formação do exército afegãos e menos o apoio à segurança” do país.