Populares ocupam CTT de Alcoentre contra o encerramento

29 de março 2013 - 12:42

Ocupação durou oito horas e só terminou às duas da manhã, quando a administração dos CTT se comprometeu a reunir com a junta de freguesia e a câmara municipal. Alcoentre será a primeira de 200 estações de correios que a empresa pretende fechar.

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CTT querem passar os serviços da estação de Alcoentre para uma papelaria

Dezenas de populares ocuparam a estação de Correios da freguesia de Alcoentre, Azambuja, entre as 18h de quinta-feira e as 2h da manhã desta sexta. O protesto teve o objetivo de denunciar o encerramento anunciado pelos CTT, e a passagem dos serviços prestados pela estação para uma papelaria.

Os populares entraram nos Correios de Alcoentre na hora em que a estação devia fechar e mantiveram a ocupação durante cerca de oito horas.

“A GNR deu ordem de saída, mas antes recebemos um email da administração dos CTT a convocar a junta de freguesia e a câmara municipal para uma reunião no dia 1 de abril ao meio-dia”, esclareceu o dirigente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT), Vitor Narciso, à agência Lusa.

O sindicalista adiantou que "78 populares abandonaram as instalações dos CTT de forma pacífica" por volta das 2h e que a estação foi de seguida encerrada pela GNR.

Para o sindicalista, “a visibilidade que foi dada a esta ação da população vai servir para outras populações poderem também protestar contra o encerramento das cerca de 200 estações que os CTT têm intenção de encerrar”, acrescentou.

Luís Sousa, vice-presidente da autarquia, que participou na ocupação, disse à TSF que é contra a “política cega do fecha tudo” e lembrou que as finanças da Azambuja estão também em risco de encerrar.

Plano é fechar 200 estações

Segundo o sindicato, a estação de Alcoentre, será a primeira de 200 que a administração dos CTT pretende encerrar. Seguir-se-ão a da Quinta Grande no Barreiro, a 15 de abril, e a de São João das Lampas, a 1 de junho.

O sindicato denuncia igualmente o encerramento das estações de: Algueirão, Colares, Carnide, Calçada do Carriche (Lisboa), Dafundo, São Jorge (Carcavelos), São Pedro do Estoril, Amora, Baixa da Serra (Moita), Fânzeres (Gondomar), Templários (Tomar), Filipa de Lencastre (Massamá), Miguel Bombarda (Queluz), Belas, Barcarena e muitas outras.

O SNTCT acusa a administração dos CTT de falta de respeito para com os cidadãos, aos quais não são dadas alternativas, para com os trabalhadores dos CTT que prestam serviço nessas estações e para com as Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia.