“Há meses que se arrasta este conflito, era sabido que esta circunstância ia chegar, e o Governo não se pôs ao caminho e não resolveu o problema", afirmou Luís Fazenda à agência Lusa, durante uma ação de campanha do Bloco de Esquerda junto à estação ferroviária de Queluz. Salientou ainda que "é uma irresponsabilidade da parte dos poderes públicos” e lembrou que, “desde março”, que o Governo foi alertado, pelo grupo parlamentar do Bloco, “para esta circunstância, que é profundamente negativa para as populações".
Luís Fazenda salienta que "a população do concelho de Sintra tem de ter acesso a esse passe social, até porque não pode ser discriminada em relação à população da Área Metropolitana de Lisboa que tem direito a esse passe intermodal".
O candidato do Bloco ao executivo municipal de Sintra sublinha que "o passe social não pode ser retalhado" e aponta que se exige “uma solução definitiva que não degrade ainda mais as condições de vida das populações do concelho de Sintra”. Realça ainda que "as pessoas vão ter um aumento real das suas tarifas de transporte e, além do mais, veem dificultado o seu direito à mobilidade e será particularmente grave quando uma família numerosa tenha vários dos seus membros obrigados à compra de passe para poder trabalhar ou estudar".
Nesta terça-feira, o presidente da Vimeca, Fernando César, afirmou que esta empresa vai acabar com os passes sociais, a partir de 01 de agosto.
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