Hoje, as concentrações da CGTP serão em Lisboa, em Alcântara às 15h, e no Porto, às 15h na Serra do Pilar. Centenas de autocarros atravessarão a ponte 25 de Abril com protestos sonoros.
Arménio Carlos disse à Lusa: “Está prevista a chegada a Lisboa de centenas de autocarros e muitas pessoas já manifestaram intenção de participar no protesto, seguindo nos seus próprios carros, para depois integrarem a concentração”.
Para o secretário-geral da CGTP a proibição do governo da travessia a pé da ponte 25 de Abril "foi uma decisão política", mas não impedirá a participação das pessoas na manifestação. O sindicalista considera que a proposta de Orçamento do Estado para 2014 e as brutais medidas de austeridade que contém aumentam a indignação dos portugueses e terão um efeito mobilizador para o protesto.
"Do que sabemos, tem vindo a aumentar o número de pessoas que pretendem participar e, por isso, acreditamos que vamos ter um dia muito bonito, de confiança, determinação e de afirmação do que pretendemos para o país", disse Arménio Carlos à Lusa.
O secretário-geral da CGTP sublinha: "Vamos ter com certeza duas grandes manifestações em que os trabalhadores e pensionistas vão mostrar que não ficam de braços cruzados e acreditam que o país tem futuro".
Secretário-geral da UGT espera que protesto da CGTP tenha forte mobilização
Carlos Silva, secretário-geral da UGT, espera que o protesto da CGTP tenha forte mobilização, considera que esta central sindical tem de ser respeitada e tem legitimidade para fazer as iniciativa que entender.
Segundo a RTP, Carlos Silva sublinha que “é preciso dar sinais claros a este Governo de que venham de onde vierem as rejeições a este orçamento – que é uma afronta aos portugueses – elas devem ser expressas na rua, com voz audível e sonora para que todos, e principalmente o Governo e os grupos parlamentares, possam perceber que os portugueses estão fartos e ultrapassaram o limite da tolerância e do tolerável”.
Semedo diz que “Ponte 25 de Abril vai encher-se de homens e mulheres que não se resignam”
João Semedo, coordenador do Bloco de Esquerda, declarou ao esquerda.net: “O tiro vai sair pela culatra ao governo. No sábado, a ponte 25 de Abril vai encher-se de homens e mulheres que não se resignam nem vergam perante as manobras do governo”.
Semedo condena a proibição do governo da marcha a pé na Ponte 25 de Abril e considera que “a segurança serviu de pretexto ao governo para fazer aquilo que lhe está na massa do sangue: limitar, desrespeitar, violar os direitos dos trabalhadores, seja na contratação, nas empresas ou nas ruas, negando os direitos conquistados com a democracia e que a Constituição consagra”.
João Semedo estará neste sábado na manifestação da CGTP no Porto e a coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, participará em Lisboa na Jornada de Luta contra a Exploração e o Empobrecimento.