“A Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME) ao analisar a proposta de OE para o próximo ano, constata, com a maior preocupação, que o Governo mantem o ataque às micro, pequenas e médias empresas, destruindo o tecido produtivo, o circuito interno do mercado nacional e a sustentabilidade das Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME)”, avança a Confederação em comunicado.
Segundo a CPPME, as medidas previstas no OE’2014 continuarão a provocar a redução do poder de compra dos portugueses, a diminuição do consumo com implicações negativas nas diversas actividades do mercado interno e, consequentemente, o encerramento de muitas mais empresas, o aumento descontrolado do desemprego, a perda de receita fiscal num contexto de redução da matéria coletável, o alastrar das bolsas de pobreza e dos consequentes custos sociais e o agravamento do défice e da dívida externa.
“Esta proposta de Orçamento de Estado, em contra partida, revela um enternecedor protecionismo para com a banca e os banqueiros, quando propõe autorização para garantir emissões de dívida, emitidas pelas instituições de crédito, no montante de 24.670 milhões de euros, mais 2,28% ( 550 milhões ) do que o disponibilizado em 2013”, avança a CPPME, sublinhando que “teremos assim a banca, ‘na paz dos anjos’ a continuar a financiar-se no BCE a 0,5% e a emprestar, desse mesmo dinheiro, às MPME, a juros e spreads inaceitáveis porque especulativos”.
“O Governo está a destruir a Economia e o Estado”, acusa, avançando que o executivo do PSD/CDS-PP “insiste numa política anti patriótica porque, comprovadamente, lesiva do País e do seu Povo”.
“Enquanto a austeridade imposta, inferniza a vida dos portugueses, a economia continua a afundar-se, o défice não baixa e a dívida aumenta”, alerta ainda a CPPME, frisando que “com este pacote de austeridade, se aprovado, o nosso país, em 2014, manter-se-á (é inevitável ) em recessão”.
A CPPME informa que “vai estar representada, com uma Delegação, na Concentração do dia 1 de novembro frente à Assembleia da República a reclamar o chumbo da proposta de OE’2014 e, apela a todos os Micro, Pequenos e Médios Empresários que por todo o País, de uma forma ou de outra, manifestem o seu desconforto e desacordo com esta proposta”.